Quiosque Náutica Press Magazine

quinta-feira, 24 de março de 2011

Workshop (re) Viver o Tejo


A fim de melhor se conhecer os diversos projectos previstos para a valorização do Estuário do Tejo, o Fórum Empresarial da Economia do Mar vai realizar, no dia 30 de Março das 15:00 às 18:00, uma sessão de trabalho onde irão ser apresentados projectos em curso pela ARH Tejo, Porto de Lisboa, Arco Ribeirinho Sul e Frente Tejo.

sexta-feira, 18 de março de 2011

A alteração na geografia japonesa, vista do espaço

Depois do enorme sismo seguido de tsunami que atingiu o Japão, a 11 de Março, as imagens de satélite têm sido essenciais para se perceber a extensão da destruição, de forma a serem planeadas as manobras de recuperação em curso.



Em resposta a este evento, o maior terramoto na história do Japão, foi activada a Carta Internacional Space and Major Disasters pelo gabinete japonês, no próprio dia do sismo.
Como resultado disso, as imagens de satélite de várias agências espaciais e operadores de todo o mundo estão a ser usadas para mapear e aceder às áreas afectadas.
Fundada há dez anos, a Carta Internacional é um mecanismo único que assegura que imagens de satélite actualizadas sejam disponibilizadas às autoridades e aos agentes de ajuda humanitária, na sequência de um desastre.
Combinando os dados de observação da Terra de diferentes agências espaciais, a Carta permite a coordenação entre recursos e informação de todo o mundo, para uma resposta rápida em grandes desastres. 
O peso da iniciativa assenta na forma como foi montada, juntando e coordenando um vasto leque de dados de satélite, transformando-os em informação pronta a ser usada, através de um único ponto de acesso, disponível 24 horas por dia, sete dias por semana e sem custos para o utilizador.
Demonstrando o incrível poder que a Terra pode libertar, a devastação causada pelo sismo de magnitude 8.9 deixou o mundo abismado.
Antes e depois do tsunami
Pensa-se que a linha de costa a noroeste do Japão se desviou cerca de quatro metros para este e cidades inteiras foram levadas pelo tsunami, que modificou por completo a paisagem.
Os mapas de satélite fornecem informação essencial para as equipas de busca e salvamento em terra e para a avaliação de danos. As imagens do antes e depois mostram as modificações que a terra sofreu e o local onde antes estavam edifícios e estradas.
 
O trabalho está a ser coordenado pela Agência Espacial Japonesa, JAXA, e pelo instituto asiático de tecnologia. Os dados estão a ser recolhidos por uma vasta gama de satélites tais como os alemães TerraSAR-X e o RapidEye, o francês SPOT-5 e o Envisat da ESA. Há também imagens ópticas de alta-resolução de satélites americanos.
Nas primeiras 48 horas foram recepcionadas 63 imagens de satélite. Estas estão a ser usadas pelas equipas de auxílio e pelos decisores para responder ao desastre.
Em curso está uma vasta colaboração para aproveitamento dos dados, oferecendo uma análise feita por centros especializados, como o francês Sertit, o alemão DLR-ZKI e o das Nações Unidas UNITAR/UNOSAT, enquanto a JAXA fornece serviços de mapeamento dedicado às autoridades japonesas.
Nas próximas semanas, o acesso a produtos de satélite actualizados irá revelar-se essencial para uma resposta continuada à crise e também para se iniciar a avaliação de danos precisa para a recuperação, reabilitação e reconstrução.
Os dados de satélite também serão usados para ajudar a nossa compreensão futura destas ameaças geológicas e em última análise ajudar em futuros sistemas de alerta.
O Japão faz parte do famigerado Anel de Fogo, uma zona activa do Pacífico. Assim sendo, o Japão está classificado como ‘supersite’, uma área de elevado risco sísmico.
A iniciativa para os Geo-Hazard Supersites, coordenada pelo Grupo de Observações da Terra, está a explorar 20 anos de observações de radar para que se perceba melhor o risco geológico.
O objectivo é explorar o processamento interferométrico de forma a que seja oferecida um mapa muito preciso da deformação no terreno antes e depois do evento sísmico, para melhorar a compreensão do fenómeno tectónico no Japão.
Sendo outro exemplo de como diferentes agências espaciais trabalham em conjunto, a iniciativa promove a pesquisa no risco geológico, fornecendo à comunidade científica mundial acesso rápido para uma vasta gama de cenários.
Fonte: ESA
Fotografia: RapidEye AG, DLR, Google Earth. Map produced by ZKI

terça-feira, 15 de março de 2011

Montra Náutica Press

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

NALVALTAGUS / Project 7.5 - Polivalência de utilização


Estivemos a experimentar, em Oeiras, o protótipo do novo projecto da NavalTagus – Project 7.5.
Esta nova unidade com 7,5 m de comprimento e uma boca de 2,9 m foi concebida por arquitecto naval Miguel Trovão e fabricada no estaleiro da Navaltagus, no Seixal.
Trata-se de uma embarcação em alumínio mais virada para uma utilização em trabalho. Equipada com um motor fora de borda Yamaha de 200 Cv e com 7 adultos a bordo atingiu os 35 nós de velocidade máxima.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

MSC Cruzeiros lança três novas brochuras para o mercado português


A MSC Cruzeiros irá apresentar três novas brochuras com a oferta da companhia para 2011/2012 na 23ª Edição da BTL, que arranca esta quarta-feira, dia 23 de Fevereiro, na FIL.
Segundo Eduardo Cabrita, Director Geral da MSC Cruzeiros em Portugal, “algumas das novidades da MSC Cruzeiros serão reveladas aos nossos parceiros durante a BTL. Apostámos no lançamento destas três novas brochuras especialmente para o mercado português, pois desta forma conseguimos eficazmente expor a nossa variedade de ofertas aos clientes e apresentar uma excelente ferramenta prática para os agentes de viagens”.
A brochura “Golfo Arábico” coloca em destaque um cruzeiro Génova/Abu Dhabi para Outubro de 2011, e um cruzeiro com partida em Abu Dhabi e chegada a Lisboa, previsto para Março de 2012, bem como cruzeiros com partida e chegada a Abu Dhabi. Oferece-se a oportunidade única de explorar um mundo de contrastes, como safaris no deserto, atracções culturais como a Grande Mesquita de Sheikh Zayed, ou desfrutar da paisagem urbana futurista do Dubai.
O catálogo “Cruzeiros Portugueses” põe em evidência alguns dos cruzeiros mais interessantes para o mercado português, como cruzeiros com saída e chegada a Lisboa, cruzeiros com pontos de toque em território nacional (na saída ou chegada), os cruzeiros oceânicos Portugal/Brasil, que possibilitam embarque em Lisboa e no Funchal e, ainda, os novos cruzeiros com saída/chegada ao Funchal em Novembro e Dezembro 2011 e durante o ano de 2012 com o MSC Fantasia.
Por último, a brochura “MSC Yacht Club” explica em detalhe o serviço “seis estrelas” que se pode usufruir a bordo dos navios da classe Fantasia da MSC Cruzeiros – o MSC Fantasia e o MSC Splendida. O MSC Yacht Club eleva a excelência do serviço da MSC, e nesta brochura é explicado em detalhe qual o conceito, os itinerários de 2011 e as suas vantagens práticas, com realce para o serviço de mordomo exclusivo 24 horas, para o complexo The One Pool, para o restaurante privado panorâmico e para uma série de outras instalações e serviços especiais.
 “A MSC Cruzeiros apostou em 2011 na adaptação das suas ofertas às crescentes necessidades e exigências dos passageiros. Detectámos a necessidade de criar novas opções, novas modalidades para os diferentes públicos e a nossa ambição passa por atingir novos tipos de clientes com ofertas cada vez mais dinâmicas”, acrescenta Eduardo Cabrita.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Encontro “Compreender a paisagem cultural do Tejo e os seus valores”


Sociedade de Geografia de Lisboa, 19 de Fevereiro de 2011

Missão
Apresentar a ideia da candidatura do Tejo ibérico para inscrição na Lista de Património Mundial da UNESCO e apreciar o conceito de paisagem cultural aplicável a fim de conhecer as suas implicações em termos institucionais, mormente a sua adequabilidade e a exequibilidade como candidatura transnacional.
O apoio à organização deste Encontro é prestado pela Sociedade de Geografia de Lisboa, pelas facilidades concedidas para utilização do seu edifício-sede (o mesmo prédio do Coliseu dos Recreios de Lisboa), e pela Administração da Região Hidrográfica do Tejo, IP, cuja inestimável parceria estabelecida desde a primeira hora vem evidenciando a mais valia do Tejo em notáveis eventos científicos e culturais com a participação de eminentes individualidades.

PROGRAMA
08h30 – Registo
Abertura (09h00/09h30)
- Primeiras palavras, Prof. cat. Luís Aires-Barros (Presidente da Sociedade de Geografia de Lisboa).
 - ”Da ideia da candidatura do Tejo ibérico à inscrição na Lista de Património Mundial da UNESCO”, Dr.ª Barbara Palomares (Presidente da Direção da Associação Tagus Universalis Espanha) (10 min).
 - ”O roteiro para a fundamentação da candidatura do Tejo ibérico”, CAlm José Bastos Saldanha (Presidente da Direção da Associação Tagus Universalis Portugal) (10 min).

Painel 1 – “A paisagem e o Tejo”
(09h30/11h00)
Moderador, Prof. cat. Luís Aires-Barros (Presidente da Sociedade de Geografia de Lisboa).
 - “Os conceitos de paisagem da UNESCO e do Conselho Europeu e o processo de candidatura transnacional à inscrição na Lista de Património Mundial”, Dr. Gonçalo Couceiro (Diretor do Instituto de Gestão do Património e Arquitectónico e Arqueológico) (15 min).
 - “O caso da paisagem cultural do Alto Douro Vinhateiro”, Prof doutor Fernando Bianchi de Aguiar (15 min).
 - “As unidades de paisagem no Tejo Português: contributo para a delimitação da paisagem cultural”, Prof. doutor Alexandre Cancela d’Abreu (15 min).
Debate e comentários conclusivos (30 min).

Intervalo (11h00/11h30)

Painel 2 – “A água: o elemento essencial”
(11h30/13h00)
Moderador, Prof. cat. Francisco Nunes Correia (docente do Instituto Superior Técnico).
 - “Enquadramento da gestão dos recursos hídricos no contexto internacional e europeu”, individualidade a confirmar (15 min).
- “Desafios e respostas para enfrentar a escassez e a seca nas regiões hidrográficas luso-espanholas”, Eng. Adérito Mendes (Instituto da Água) (15 min).
 - ”Gestão dos recursos hídricos na Região Hidrográfica do Tejo: dos conceitos à prática”, Eng.ª Simone Pio (Vice-presidente da ARH do Tejo) (15 min).
 - ”Água e biodiversidade: a sustentabilidade ecossistémica do Tejo”, Dr. João Carlos Farinha (Diretor do Departamento de Gestão de Áreas Classificadas de Zonas Húmidas do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade) (15 min).
Debate e comentários conclusivos (30 min).

Almoço (13h00/14h30)

Painel 3 – “Tejo: Interação entre Natureza e comunidades”
(14h30/17h00)
Moderador, Prof. doutor João Ferrão (ICS/UL).
 - ”Tejo: a gestão dos recursos hídricos transfronteiriços”, Embaixador Gonçalo Santa Clara Gomes (Presidente da Comissão para Acompanhamento e Desenvolvimento da Convenção de Albufeira) (15 min).
  - ”Como harmonizar os critérios de definição dos limites da paisagem cultural do Tejo com opções estratégicas de desenvolvimento das regiões do Centro, do Oeste e Vale do Tejo e do Alentejo?”, Arq.ª Teresa Almeida (Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo) (15 min).
 - “Paisagem cultural: o vínculo espiritual na conservação dos valores naturais do Tejo”, Eng. João Caninas (Presidente da Associação de Estudos do Alto Tejo) (15 min).
 - ”O uso milenar dos espaços agrícolas e florestais do Tejo e a requalificação sustentável da ruralidade, dos processos produtivos tradicionais e das artes e dos ofícios afins”, Eng. Eugénio Sequeira (Sociedade de Geografia de Lisboa) (15 min).
 - “O Tejo: lugar inquieto de memórias, identidades e culturas”, Dr. António Maia Nabais (Presidente da Associação dos Amigos do Tejo) (15 min).
- ”A construção da paisagem cultural como instrumento de afirmação da cidadania e de coesão social das comunidades: o elo essencial na proteção e valorização do património natural e cultural (material e imaterial)”, Prof.ª doutora Graça Saraiva (docente da Faculdade de Arquitectura de Lisboa) (15 min).
- ”Que património do Tejo deixamos aos vindouros?”, Doutor Carlos Blazquez Herrero (Diretor do Centro UNESCO de Arágon) (20 min).
 Debate e comentários conclusivos (30 min).

Encerramento (17h00/17h15)
- ”O início da caminhada”, CAlm José Bastos Saldanha (Presidente da ATUP).
- Palavras de encerramento, Prof. cat. Luís Aires-Barros (Presidente da Sociedade de Geografia de Lisboa).